Penso, logo esquivo.
Eu pensei que sabia de muita coisa.
Bem, e aquilo que eu não sabia eu poderia adivinhar.
E o que eu não adivinhava eu poderia imaginar, assim, de longe, e chegar bem perto da realidade.
Cheguei a pensar que entendia muitas coisas e muitas pessoas. Que entendia além de suas palavras rasas e olhares cheio de segredos.
Eu até pensei que conseguiria me cansar de todas as pessoas se convivesse muito com cada uma delas, por simples tédio e mesmiçe.
Olhava para cada uma delas e pensava: "o que você quer de mim?" ao invés de simplismente perguntar: "o que você tem DE VOCÊ a me ofereçer?".
Eu pensei que com meu muro teria proteção. Mas, no fundo, ele só formava minha coleção de pedras, as quais eu lançava caso alguém se aproximasse. Fiz dos meus relacionamentos guerras de trincheiras, onde eu me escondia e protegia enquanto o outro estava ali, vulnerável, à vista e na mira das minhas pedras.
E foi por isso que abandonei o que era sentir, pra me guardar no que estava reservado no meu pensar.
No final das contas, meus pensamentos podem me levar onde eu quiser. Mas se minhas emoções não estiverem lá, não vai valer a pena ir.

4 comentários:
Eu disse que vc era emoção também...
Sempre desconfiei da existência de emoções em você!
Ahhhn, podia ilustrar com a foto de um gatinho assustado ˆˆ
Tbm te amo!
=D
Perigoso nos cercarmos por um muro sem janelas e, sem querer, sermos inundados pelas emoções. Morreríamos afogados.
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