Um filme no close pro fim
Meu mecanismo é assim:
Toda vez que eu me sinto inadequada, meio desenquadrada ou imensamente pequena, eu paro. Respiro fundo. E começo a olhar a minha própria vida, assim, como se fosse um filme. Daqueles, sabe?! Que podem ser miseravelmente sofridos, ou até mesmo irritantemente felizes, mas que, no final das contas, a gente se identifica com o personagem principal, e isso nos basta para que fiquemos vidrados. Vemos os "perrengues" vividos, e a vida, que pode até parecer não-vivida, torna-se vívida, por aquela coisa toda peculiar que a mantêm viva.
É minha forma de me apaixonar por mim mesma. Estranho isso, né?! Mas é como se eu me visse, assim, por fora, e percebesse que independente do que eu viva, meu 'eu' vai viver aquilo de uma forma que nenhum outro-eu vai viver, e que aquilo vai fazer parte da minha história de uma forma que nunca poderá fazer da história de outro-eu-qualquer. "Não é a vida como está e sim as coisas como são".
É o jeito que o meu eu-de-amanhã encontra pra dizer, discretamente, pro meu eu-de-hoje, que uma hora isso passa, e fica bem, e vai parecer uma situação bem menor do que está parecendo agora. Ou, até mesmo, diz que não passa. E que esse vai continuar a ser o pior momento da minha vida pra todo o sempre. Mas que outros momentos virão, me arrebatarão de tristeza e me farão pedir arrego, e também parecerão que não vão passar.
É meu jeito de sair desse lugarzinho pequeno, de mediocridade, que limita minha visão, pra ir pra outro lugarzinho tão pequeno quanto, talvez tão mediocre quanto, mas que me permite ver além do que os meus olhos podem mensurar.
Bom. O meu mecanismo, é assim.

3 comentários:
As vezes penso que na vida, há um sucessão de momentos ruins.
Vc vive um momento ruim, logo o supera. E vive o bom. Em seguida tudo desequilibra e volta o ruim, supera, e vive o bom...e assim segue.
Mas nos intervalos, sempre tem alguma lição escondida pra se aprender.
Seu mecanismo é egocêntrico? HEHE
O primeiro amor deve ser o próprio. Sempre!
Eu quero amor, eu quero amar... eu quero amor de Lisbela.
Fica assim não fia, no teu filme eu torço pelo mocinho, tenho raiva do bandido, suspiro com o beijo do casal, fico até o final aonde os créditos estão acabando, as luzes foram acessas e a maioria das pessoas já chegou na praça de alimentação.
Pra sempre.
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